4º Prêmio Literário Sérgio Farina

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Poderia escrever o mesmo blá, blé, blí = emotivo/gratidão. Poderia mandar um beijo para todo mundo que está me assistindo. Mas no baile de bhaskara eu gosto de ir sem máscara vestido de esfinge/analógica:

Digamos que a escrita seja um monstro que me excita sem autorização. Não que eu goste, ou não. Digamos que aconteça enquanto eu durmo. Digamos que eu ame esse monstro com certo repúdio, todavia, é o que lojas René não dizia: Amo logo fodo. Digamos que eu engravide o monstro. Digamos que este parisse uma centopeia. Digamos que eu embale a centopeia com meus escassos braços.
O tipo de ternura que eu sinto é a mesma ao ver pela primeira vez o livro de um prêmio literário que faço parte.
Fazer parte é cretinice. Cretinice é uma palavra bonita. Grega? Descartes era francês, mas seria mais digno se fosse grego.
"Descartes" tudo isso.


Estou feliz. E escrevi em vermelho por estar correto. Escrevi em negro para disfarçar. Grato e emotivo. Hoje é um dia assim.

4º Prêmio Literário Sergio Farina.
Edição linda.
Centopeia colorida é colírio pra vida, duas noites frias.








04.10.2014
Tiago André Vargas

Tiago André Vargas

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Pesadelo de camaleão é que tem só uma cor.

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